Ser Secretária e Secretário, com formação técnica, tecnóloga ou executiva, é ter identidade profissional firmada nas inovações e nas transformações cotidianas e, sobretudo, crescentes do mercado de trabalho global. Nossa carreira é a mais intermediária e necessária de todas. Somos o verdadeiro elo entre corpo decisório e de apoio das organizações. Daí, a obrigação de termos formação com visão ampla do processo administrativo.
No entanto, algo a mais tem incomodado muitos executivos, nossa capacidade emergente de assumirmos a própria identidade Executiva. Jamais, por exemplo, iremos poder nos tornar advogados, médicos, contadores, administradores, economistas, enfim, assumir o lugar do profissional liberal que, com muita competência, assessoramos. Tenho certeza, não é essa nossa intenção, afinal, se o fosse, teríamos buscado as graduações que habilitam para o exercício de tais profissões.
Ocorre que, não tendo a formação para assumir as profissões acima, temos mostrado competência suficiente para sermos gestores. Ou seja, não podemos ser médicos, mas podemos gerir uma clínica; não podemos ser contadores ou advogados, mas podemos liderar, e bem, escritórios que reúnem tais profissionais. Bem, esta capacidade, quando verificada em um profissional de secretariado, tem, infelizmente, incomodado muitos.
Atualmente, além da luta pela criação do Conselho Federal e Regionais da nossa profissão, temos que conviver com a sensação de “rejeição” por uma corrente dos administradores que combateram, e combatem, a possibilidade de nos registrarmos no Sistema CFA-CRAs. Felizmente, temos segmentos dentro do sistema profissional dos administradores que defendem a nossa agregação. Um dos líderes desta tese é o Dr. Ruy Otávio Bernardes de Andrade.
À parte dessa luta, aliás, luta e resistência não tem faltado para quem opta pelo exercício da profissão de secretária e secretário, se registra o nosso crescimento como pessoas cada vez mais competentes para o exercício de qualquer atividade na área da gestão. Esta ascensão da nossa carreira, promissora segundo a ONU, é que deve balizar nosso orgulho profissional. Não esmoreceremos, não desistiremos, não recuaremos (a não ser como estratégia), não nos curvaremos, diante das opiniões discriminatórias, afinal, a história já registrou, muitas vezes, que a “plebe” também pode alcançar e tomar o poder. À luta companheiras e companheiros; à vitória guerreiras e guerreiros!!! PARABÉNS...!!!
Prof. Luizel SIMÕES de Brito - Professor Assistente Nível II
Bel. em Secretariado Executivo pela Unifap - SE 001/SRTE-AP