Por Site: Secretariando em Portugal
Foi através de um artigo da Folha de São Paulo intitulado Homens representam 0,4% dos secretários e reclamam de preconceito, escrito por Alexandre Aragão, que tomei conhecimento do grupo “SecretáriOs“, criado no Facebook por Fernando Aguiar Camargo com a missão de “unir outros secretários contra a hegemonia feminina na profissão”.
Em Portugal, tal como no Brasil, o secretariado é ainda profissão tipicamente feminina, sendo o número de secretários homens uma minoria. Porque não há mais homens na profissão? Vergonha? Preconceito? Terão mesmo as mulheres maior capacidade para o exercício destas funções?
Pedimos a Eduardo Souza, Técnico de Secretariado, actualmente a tirar o bacharel em Secretariado Executivo pela UNIFAP (Universidade Federal do Amapá, no Brasil) e membro do grupo “SecretáriOs” que nos respondesse a estas questões e nos mostrasse afinal o secretariado pelos olhos do sexo masculino.
Segundo ele, “O número de homens no secretariado ainda é pequeno, porém a cada ano essa estatística vem aumentando. Os trabalhos acadêmicos e o diálogo nas redes sociais estão fortalecendo a ideia de que secretariado não é profissão somente para mulheres”.
A profissão de secretário, conforme nos mostra a história, data-se da época dos faraós, onde a figura dos escribas reinava. O trabalho desses homens dotados de conhecimentos sobre números, medicina, escrita e astronomia, sem sombra de dúvidas, foram de grande importância para o sucesso no assessoramento dos reis e imperadores da época.
No Brasil, a profissão é regulamentada desde 1985, por meio da Lei nº 7.377. A formação acadêmica pode ser realizada por meio do Curso Técnico em Secretariado (nível médio) e pelo Bacharelado em Secretariado Executivo (nível superior).
Quando lhe pergunto se um dos motivos da falta de homens na profissão seria por vergonha ou preconceito Souza nos diz: “Sem sombra de dúvidas, a timidez pode ser considerada um fator importante, pois muitas das vezes, o próprio ‘medo’ interior impede a pessoa de exercer cargos secretariais. A questão do preconceito também é outro ponto considerável. Ele pode partir tanto do meio universitário, do mercado de trabalho, da sociedade e também do próprio indivíduo”.
Terão mesmo as mulheres maior capacidade para o exercício destas funções? Argumenta Eduardo: “Bom, é perceptível que pelas habilidades femininas natas, a mulher tem mais jeito para exercer o cargo de Secretária. Todavia, essa habilidade não é exclusiva dela, homens também podem exercer cargos secretariais e com tanta perfeição quanto as mulheres. Essa ideia de que só mulher pode ser Secretária não é verdade. Aqui estamos falando de aptidões profissionais. E nesse ponto, o mercado de trabalho quer os melhores. Quem apresentar melhor desempenho, melhor competência, melhores resultados, certamente, terá seu lugar ao sol”.
Quem desejar conhecer melhor o trabalho realizado por Eduardo no Brasil pode enviar e-mail para:edwardsouza3@gmail.com ou acessar o Currículo Lattes dele por meio do link: http://lattes.cnpq.br/8148713042912693
Disponível em: http://www.secretariando.com/secretariado-no-masculino/