Por Eunice Brasil
Atualmente o mercado de trabalho é dinâmico,
competitivo, seletivo, e por vezes rotativo. O celeiro de oportunidades tem se estreitado
ao passo que a exigência tem se alargado conforme as necessidades de cada
organização, bem como suas metas e objetivos.
Essa realidade corriqueira não tem sido diferente
para o secretário executivo. O nicho de profissionais de secretariado executivo
tem passado, ao longo dos tempos, por diversas transformações. A visão
estereotipada, por parte da maioria das pessoas, de um (a) secretário (a), por
exemplo, é aquela pessoa bem apresentável que assessora seu chefe em serviços
burocráticos de escritórios como arquivamentos de documentos, agenda de
negócios, recepção do gabinete do patrão, marcação de viagens, dentre outras
tarefas.
Sendo que o mercado de hoje exige muito mais do que
isso. Para sobreviver em meio à rede de profissionais dessa área é
preciso atender às exigências do novo perfil de secretariado executivo.
Para ascender o setor secretarial, o profissional deve adotar a formação
voltada para o cenário organizacional atendendo, na plenitude, as quatro
competências fundamentais exigidas para a profissão: Gestor, assessor,
empreendedor e consultor.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais
para o curso de graduação em Secretariado Executivo, sob a Resolução nº 03/2005
– CNE/MEC prevê claramente as definições das quatro competências que incorporam
no novo perfil do secretário, são elas: Gestor – planeja, organiza, implementa
e gere programas; Assessor Executivo – executor e multiplicador
mais próximo dos núcleos dos processos decisórios; Empreendedor – propõe ideias
e práticas inovadoras; Consultor – entende a empresa e a cadeia produtiva
na qual está inserida.
A consultora, Fátima Soares, em um de seus artigos
publicados sobre o assunto, descreve essas competências e menciona a questão de
o profissional buscar a cada dia o aprofundamento do conhecimento, pois,
segundo ela, quanto maior for o nível de informação fundamentada de um
profissional maior serão as possibilidades de atingir suas metas. Outro item
apontado por ela é a tecnologia que permite um trabalho mais centrado nas
funções gerenciais, onde o conhecimento é vital, podendo-se afirmar que a
função do Profissional de Secretariado Executivo é gerencial e estratégica.
Prova fiel a esse fato é o mercado para esses
profissionais no Recife. Vivemos um cenário político-econômico em alto
desenvolvimento. Vários investimentos estão sendo empregada na região,
inclusive toda área de Suape, que abarca vários empreendimentos e empresas do
exterior que aportam aqui, mas que garimpam profissionais que exerça todas as
competências que o momento exige. Alguns especialistas em RH e até mesmo
da área secretarial garantem que há poucos profissionais a essa altura na
capital pernambucana que possam atender às demandas de mercado.
Oportunidade tem, faltam profissionais que preencham essas competências.
Além de possuir as quatro competências previstas na
matriz do curso, é importante o profissional também ficar antenado para as
habilidades que diariamente devem ser executadas, o que pode confinar e
aperfeiçoar o seu desempenho. Dentre essas habilidades podemos incluir:
saber trabalhar em equipe, ser resiliente (criar oportunidades), saber lidar
com crises, dominar dois idiomas, no mínimo, além de conhecer as ferramentas da
Tecnologia da Informação. O profissional atualizado, dentro desse perfil,
pode inclusive substituir o executivo/diretor assessorado, quando este não
puder ir às reuniões. Por isso, é necessário que tais profissionais estejam
passando por reciclagens, buscando curso de especialização e aprender mais
idiomas para se destacar cada vez mais no mundo dos negócios.
Para saber mais sobre o novo perfil do profissional
de Secretariado Executivo, basta acessar: www.fenassec.com.br / www.sinsepe.com.br ou
ainda enviar um e-mail para: novoperfil.secretariado@gmail.com.
* Eunice Brasil é graduada em Secretariado Executivo pela Escola Superior de Relações
Públicas – Esurp.