segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

COMO SER EMPREGÁVEL EM UM MERCADO TÃO COMPETITIVO?


Por Eunice Brasil

Atualmente o mercado de trabalho é dinâmico, competitivo, seletivo, e por vezes rotativo. O celeiro de oportunidades tem se estreitado ao passo que a exigência tem se alargado conforme as necessidades de cada organização, bem como suas metas e objetivos.

Essa realidade corriqueira não tem sido diferente para o secretário executivo. O nicho de profissionais de secretariado executivo tem passado, ao longo dos tempos, por diversas transformações.  A visão estereotipada, por parte da maioria das pessoas, de um (a) secretário (a), por exemplo, é aquela pessoa bem apresentável que assessora seu chefe em serviços burocráticos de escritórios como arquivamentos de documentos, agenda de negócios, recepção do gabinete do patrão, marcação de viagens, dentre outras tarefas.

Sendo que o mercado de hoje exige muito mais do que isso.  Para sobreviver em meio à rede de profissionais dessa área é preciso atender às exigências do novo perfil de secretariado executivo.  Para ascender o setor secretarial, o profissional deve adotar a formação voltada para o cenário organizacional atendendo, na plenitude, as quatro competências fundamentais exigidas para a profissão: Gestor, assessor, empreendedor e consultor.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Secretariado Executivo, sob a Resolução nº 03/2005 – CNE/MEC prevê claramente as definições das quatro competências que incorporam no novo perfil do secretário, são elas: Gestor – planeja, organiza, implementa e gere programas;  Assessor Executivo – executor  e multiplicador mais próximo dos núcleos dos processos decisórios; Empreendedor – propõe ideias e práticas inovadoras;  Consultor – entende a empresa e a cadeia produtiva na qual está inserida.

A consultora, Fátima Soares, em um de seus artigos publicados sobre o assunto, descreve essas competências e menciona a questão de o profissional buscar a cada dia o aprofundamento do conhecimento, pois, segundo ela, quanto maior for o nível de informação fundamentada de um profissional maior serão as possibilidades de atingir suas metas. Outro item apontado por ela é a tecnologia que permite um trabalho mais centrado nas funções gerenciais, onde o conhecimento é vital, podendo-se afirmar que a função do Profissional de Secretariado Executivo é gerencial e estratégica.

Prova fiel a esse fato é o mercado para esses profissionais no Recife.  Vivemos um cenário político-econômico em alto desenvolvimento.  Vários investimentos estão sendo empregada na região, inclusive toda área de Suape, que abarca vários empreendimentos e empresas do exterior que aportam aqui, mas que garimpam profissionais que exerça todas as competências que o momento exige.  Alguns especialistas em RH e até mesmo da área secretarial garantem que há poucos profissionais a essa altura na capital pernambucana que possam atender às demandas de mercado.  Oportunidade tem, faltam profissionais que preencham essas competências.

Além de possuir as quatro competências previstas na matriz do curso, é importante o profissional também ficar antenado para as habilidades que diariamente devem ser executadas, o que pode confinar e aperfeiçoar o seu desempenho.  Dentre essas habilidades podemos incluir: saber trabalhar em equipe, ser resiliente (criar oportunidades), saber lidar com crises, dominar dois idiomas, no mínimo, além de conhecer as ferramentas da Tecnologia da Informação.  O profissional atualizado, dentro desse perfil, pode inclusive substituir o executivo/diretor assessorado, quando este não puder ir às reuniões. Por isso, é necessário que tais profissionais estejam passando por reciclagens, buscando curso de especialização e aprender mais idiomas para se destacar cada vez mais no mundo dos negócios.

Para saber mais sobre o novo perfil do profissional de Secretariado Executivo, basta acessar: www.fenassec.com.br / www.sinsepe.com.br ou ainda enviar um e-mail para: novoperfil.secretariado@gmail.com.

*  Eunice Brasil é graduada em Secretariado Executivo pela Escola Superior de Relações Públicas – Esurp.