segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PROFESSOR ESCREVE SOBRE AS ESTRELAS CONCEDIDAS, PELO GUIA DO ESTUDANTE, A CURSOS DA UNIFAP

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Primeiro a considerar. O mérito é institucional, de cada um que faz esta IFES, do colaborador das terceirizadas até o staff. Somos todos, igualmente, terceirizados, estagiários, bolsistas, funcionários, professores, detentores de funções públicas e alunos, responsáveis por tal vitória, afinal o GE guarda sua credibilidade Nacionalmente e, não é preciso pagar para nele constar. Há aqueles que sempre torcem pelo insucesso institucional, apoiados na política oposicionista, acabam, por vezes, somente destacando o que há de negativo, mas, provado está que, apesar dos dissabores, que todos comungamos também, da Educação Superior deste país, há do que nos orgulharmos.
No entanto, algo me chama atenção na avaliação do GE. Há mais ou menos 19 meses, esta Universidade, através de uma política institucional da PROGRAD ousou recomendar o fechamento do Curso de Secretariado Executivo. Pior, foi a tal famigerada recomendação, a partir de uma equivocada interpretação da classificação das áreas das ciências pela CAPES, o Colegiado do Curso apoiou tal decisão. Incrivelmente, chegaram a compor grupo de trabalho para moldar a transição dos alunos à uma nova graduação, o Bacharelado em Administração. Docentes do Secretariado se empenharam por esta medida, motivaram grupos de alunos no sentido de avaliarem ser melhor a migração para um novo curso. Vejam, uma autodesmobilização foi propagada. Infelizmente, alguns alunos abraçaram aquela medida de retrocesso, inclusive social, pois, ao invés de se trabalhar por novas vagas, em IES pública, o suposto ideal era fechar uma graduação para oferecer outra.
Posicionamo-nos, como ex-aluno, agora professor, único graduado em Secretariado Executivo no Colegiado, contra a famigerada política institucional, apoiada pelo Colegiado do Curso. Felizmente, obtivemos vitória e a decisão foi revisada e dela desistiram a gestão da unifap e os professores favoráveis. Ocorre que a política mostrou-se contínua no Curso de Secretariado Executivo e, seguidamente, nos concursos para Docentes do Quadro permanente, meu Colegiado aprovou vagas para professores graduados em Administração. A alegação e único critério, até hoje afirmada pelo autor das propostas que foram aprovadas no Colendo, é que a PROGRAD precisa abrir o curso de Administração. Assim, temos hoje na matriz do Curso 4 disciplinas da área de administração, com 4 professores concursados permanentes para lecioná-las, resultado: não tem CH suficiente para contemplar a todos e a gestão do curso tem que ofertar disciplinas que deveriam ser optativas (escolha dos alunos), como obrigatórias, para poder preencher ocupacionalmente o excedente de professores da área. Assim, o curso de Secretariado Executivo tem, em seu quadro, apenas 1 professor Secretário Executivo. Pasmem, no último concurso para docente permanente, mais uma vaga para administrador. UMA DICOTOMIA, pois, agora, o curso aparece com 4 estrelas. Observe-se que o mérito é de todos, mas, não por consequência das políticas institucionais e colegiada para a Graduação de Secretariado Executivo.
Segundo a considerar. Nosso curso, infelizmente, assim como outros, porém de uma maneira mais frequente, é discriminado, é mal atendido pelas medidas institucionais. Somos, de certa forma, tratados à margem da unifap, só se lembram desta graduação, quando precisam de alunos, gratuitamente, para atuar em cerimonial. Registro, nossa formação não perpassa só por esta atividade, estudamos arquivologia, estudamos processos administrativos, estudamos a comunicação formal, estudamos psicologia, estudamos políticas públicas, estudamos direito, enfim, temos um bom leque de conhecimentos para oferecer às instituições.
Mais recente, fomos "brindados" com uma medida "expulsória" da Coordenação de matemática, desalojando nossas turmas do bloco "P" sem nenhum constrangimento como Secretariado iria funcionar. Luta fervorosa do atual gestor do curso, foi decisiva para que males maiores não se efetivassem. Mas, a ameaça continua. Registro: em 2003 o curso de secretariado abriu mão de uma sala, onde funcionaria o laboratório, para que matemática implantasse um ambiente que hoje, acreditem, é sala de professores deles. No acordo (verbal à época), as duas graduações dividiriam o bloco "P". Com recursos de convênios, matemática construiu mais 2 salas no bloco, logo, ficaria com 4 salas e SE com as sua 2 salas. Hoje, matemática tem, literalmente, 7 sala ocupadas, destas, 4 no bloco "P", inclusive um laboratório de informática que eles reclamam para si a "propriedade", e SE, continua com 2. Não satisfeita, a Coordenação de Matemática quer ocupar todas, Acreditam?
Enfim, mesmo contra as medidas institucionais negativas; mesmo contra as decisões colegiadas da própria graduação em secretariado executivo; mesmo contra a política de "expansão" de vagas para administradores, em detrimento da ausência de docentes bacharéis em Secretariado Executivo; mesmo contra as medidas "expulsórias" do curso de matemática; mesmo contra a decisão de migração de docentes que já não têm mais interesse em continuar no Colegiado de Secretariado e, assumem esta postura; mesmo contra muitos "todos", estamos a dar um exemplo de que é possível funcionar com qualidade, mesmo mínima, mas que transmite credibilidade para os externos à Instituição.
E agora Unifap, como tratar seu Curso 4 estrelas??? Será que não provamos ser "MUITO BONS"??? Será que teremos que continuar a gritar para sermos ouvidos lá fora, pois aqui dentro nossa voz não ressoa? Será que devemos transferir nossas energias para lutar por SALAS DE AULAS, ao invés de melhor qualificar nosso ensino, nossa pesquisa, nossa extensão?
           Por fim para registrar, tenho a honra de servir a esta graduação e, mais recentemente, desde o ano de 2010, contribuir com o Bacharelado em História. Acreditem, sou professor das duas graduações 4 estrelas da Unifap e, para registrar, sou um simples GRADUADO em Secretariado Executivo por esta IFES.

Por Luizel Simões de Brito