Primeiro a considerar. O mérito é
institucional, de cada um que faz esta IFES, do colaborador das terceirizadas
até o staff. Somos todos, igualmente, terceirizados, estagiários, bolsistas,
funcionários, professores, detentores de funções públicas e alunos,
responsáveis por tal vitória, afinal o GE guarda sua credibilidade
Nacionalmente e, não é preciso pagar para nele constar. Há aqueles que sempre
torcem pelo insucesso institucional, apoiados na política oposicionista,
acabam, por vezes, somente destacando o que há de negativo, mas, provado está
que, apesar dos dissabores, que todos comungamos também, da Educação Superior
deste país, há do que nos orgulharmos.
No entanto, algo me chama atenção
na avaliação do GE. Há mais ou menos 19 meses, esta Universidade, através de
uma política institucional da PROGRAD ousou recomendar o fechamento do Curso de
Secretariado Executivo. Pior, foi a tal famigerada recomendação, a partir de
uma equivocada interpretação da classificação das áreas das ciências pela
CAPES, o Colegiado do Curso apoiou tal decisão. Incrivelmente, chegaram a
compor grupo de trabalho para moldar a transição dos alunos à uma nova
graduação, o Bacharelado em Administração. Docentes do Secretariado se
empenharam por esta medida, motivaram grupos de alunos no sentido de avaliarem
ser melhor a migração para um novo curso. Vejam, uma autodesmobilização foi
propagada. Infelizmente, alguns alunos abraçaram aquela medida de retrocesso,
inclusive social, pois, ao invés de se trabalhar por novas vagas, em IES
pública, o suposto ideal era fechar uma graduação para oferecer outra.
Posicionamo-nos, como ex-aluno,
agora professor, único graduado em Secretariado Executivo no Colegiado, contra
a famigerada política institucional, apoiada pelo Colegiado do Curso.
Felizmente, obtivemos vitória e a decisão foi revisada e dela desistiram a
gestão da unifap e os professores favoráveis. Ocorre que a política mostrou-se contínua
no Curso de Secretariado Executivo e, seguidamente, nos concursos para Docentes
do Quadro permanente, meu Colegiado aprovou vagas para professores graduados em
Administração. A alegação e único critério, até hoje afirmada pelo autor das
propostas que foram aprovadas no Colendo, é que a PROGRAD precisa abrir o curso
de Administração. Assim, temos hoje na matriz do Curso 4 disciplinas da área de
administração, com 4 professores concursados permanentes para lecioná-las,
resultado: não tem CH suficiente para contemplar a todos e a gestão do curso
tem que ofertar disciplinas que deveriam ser optativas (escolha dos alunos),
como obrigatórias, para poder preencher ocupacionalmente o excedente de
professores da área. Assim, o curso de Secretariado Executivo tem, em seu
quadro, apenas 1 professor Secretário Executivo. Pasmem, no último concurso
para docente permanente, mais uma vaga para administrador. UMA DICOTOMIA, pois,
agora, o curso aparece com 4 estrelas. Observe-se que o mérito é de todos, mas,
não por consequência das políticas institucionais e colegiada para a Graduação
de Secretariado Executivo.
Segundo a considerar. Nosso curso,
infelizmente, assim como outros, porém de uma maneira mais frequente, é
discriminado, é mal atendido pelas medidas institucionais. Somos, de certa
forma, tratados à margem da unifap, só se lembram desta graduação, quando
precisam de alunos, gratuitamente, para atuar em cerimonial. Registro, nossa
formação não perpassa só por esta atividade, estudamos arquivologia, estudamos
processos administrativos, estudamos a comunicação formal, estudamos
psicologia, estudamos políticas públicas, estudamos direito, enfim, temos um
bom leque de conhecimentos para oferecer às instituições.
Mais recente, fomos
"brindados" com uma medida "expulsória" da Coordenação de
matemática, desalojando nossas turmas do bloco "P" sem nenhum
constrangimento como Secretariado iria funcionar. Luta fervorosa do atual
gestor do curso, foi decisiva para que males maiores não se efetivassem. Mas, a
ameaça continua. Registro: em 2003 o curso de secretariado abriu mão de uma
sala, onde funcionaria o laboratório, para que matemática implantasse um
ambiente que hoje, acreditem, é sala de professores deles. No acordo (verbal à
época), as duas graduações dividiriam o bloco "P". Com recursos de
convênios, matemática construiu mais 2 salas no bloco, logo, ficaria com 4
salas e SE com as sua 2 salas. Hoje, matemática tem, literalmente, 7 sala
ocupadas, destas, 4 no bloco "P", inclusive um laboratório de informática
que eles reclamam para si a "propriedade", e SE, continua com 2. Não
satisfeita, a Coordenação de Matemática quer ocupar todas, Acreditam?
Enfim, mesmo contra as medidas
institucionais negativas; mesmo contra as decisões colegiadas da própria
graduação em secretariado executivo; mesmo contra a política de
"expansão" de vagas para administradores, em detrimento da ausência
de docentes bacharéis em Secretariado Executivo; mesmo contra as medidas
"expulsórias" do curso de matemática; mesmo contra a decisão de
migração de docentes que já não têm mais interesse em continuar no Colegiado de
Secretariado e, assumem esta postura; mesmo contra muitos "todos",
estamos a dar um exemplo de que é possível funcionar com qualidade, mesmo
mínima, mas que transmite credibilidade para os externos à Instituição.
E agora Unifap, como tratar seu
Curso 4 estrelas??? Será que não provamos ser "MUITO BONS"??? Será
que teremos que continuar a gritar para sermos ouvidos lá fora, pois aqui
dentro nossa voz não ressoa? Será que devemos transferir nossas energias para
lutar por SALAS DE AULAS, ao invés de melhor qualificar nosso ensino, nossa
pesquisa, nossa extensão?
Por fim para registrar, tenho a honra de servir a esta graduação e, mais
recentemente, desde o ano de 2010, contribuir com o Bacharelado em História.
Acreditem, sou professor das duas graduações 4 estrelas da Unifap e, para
registrar, sou um simples GRADUADO em Secretariado Executivo por esta IFES.
Por Luizel Simões de Brito